Este blog se destina a promover idéias inovadoras de Autores Free, desenvolvida para divulgar autores e obras inéditas, cujos títulos e temas desencadeiem ideias significativas em forma de livros acadêmicos, ficção, auto-ajuda, raridades, espiritualidades ou cursos. Uma busca constante para trazer mais paz, harmonia, criatividade, equilíbrio e tranquilidade para aqueles que buscam respostas do universo.
Olhares Diferentes na Exposição Internacional do Fotoclube de Jaú 2015
Joaquim Luiz Nogueira
A exposição de
fotografias do Salão Internacional do
Fotoclube de Jaú 2015 é uma
oportunidade para tosos os fãs de belas
imagens, cujos olhares empurram os
visitantes para a diversidade de imagens
, separadas pelo gosto de cada uma das pessoas, e que, lentamente vagavam pelos corredores da
exposição nesta manhã de 15 de agosto.
Imagens
como esta acima se destacava pela diferença do olhar da criança, cuja fisionomia
de seu rosto, ressaltava seu olhos para
encontrar com a imaginação do visitante, que fixavam de volta a atenção na
fotografia, numa busca de diálogo com
aquele semblante que parecia pedir algo
ou atenção.
A
atração pela imagem faz do observador um participante daquele instante mágico
da fotografia, talvez, por algum segundo, o tempo congela e a imagem transporta
a imaginação daquele que focaliza pelo gesto, o encontro de gosto, cultura e a veneração.
Olhares diferentes se
mostram aos participantes também em imagens como esta acima, cujo olhar
do observador tem em primeiro plano a cabeça de um porco morto lhe encarando,
em segundo plano, o açougueiro
também lança sua atenção ao
participante, enquanto no fundo, uma pedestre desvia seu olhar e joga para o
visitante o julgamento sobre a imagem.
A
beleza de uma jovem com o rosto semi coberto por uma espécie de véu e um sorriso estampando se contrasta com a mão que
segura firme a vestimenta, denotando certa preocupação para que apenas sua face
seja contemplada pelo observador que focaliza no seu olhar indagador.
Acima,
a imagem nos conduz para uma fisionomia de um ancião de barba longa e cabelos
grisalhos, pele com rugas no entorno dos olhos, porém a ênfase do observador
está na visão de um único dente frontal, que ensaia um tímido sorriso ao encarar
o fotógrafo.
E
para concluir estes olhares diferentes, destaco aqui a imagem acima que mostra
uma senhora de cabelos brancos e idade
correspondente a sua fisionomia tímida, que lança seu olhar ao
fotógrafo, mas parece querer fechar sua boca com a mão para não dizer o que
está pensando ao observador.
E
finalmente, observem esta imagem, também de um homem com barba longa e branca e de
olhar fixo para o observador, que mostra o arranjo que tem sobre sua cabeça, traço
de sua cultura que eleva o volume de sua aparência e o mistério do significado
que traz sob sua testa ao apresentar em paralelo com o nariz e a boca uma
listra de tinta vermelha que aponta para o alto e esconde se no tecido que
cobre seus cabelos.
Carta de Cássia Eller e o Diálogo com o invisível
Joaquim Luiz Nogueira
Seria
necessário fazer muitas reflexões sobre algumas palavras e frases citada pelo
suposto artigo que circula na internet e nas redes sociais, cujo foco seria uma
carta psicografada da cantora Cássia Eller.
Como
pesquisador e autor do livro “Diálogos com o Invisível” sou também tentado a uma reflexão deste tema
tão complexo a partir da seguinte frase da referida carta: “tentamos forjar as leis maiores da criação
com nossas más intenções e tendências viciantes”.
No livro, “Diálogos com o invisível” comentamos que “Entre aquilo que a psique humana conhece e
manipula e o desconhecido, surge um campo rico para evolução imaginária”.
No entanto, quando imaginamos as leis maiores da criação, estamos falando da
perfeição do criador e mergulhamos em oceanos infinitos de águas cristalinas e
deste posto elevado da consciência, podemos observar más intenções e tendências
viciantes.
Outro ponto importante desta narração também
pode ser comparada a frase dita por Jesus, segundo João 6:37, que diz "Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o
que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora". E neste sentido, a carta cita “Tudo fica registrado num diário mental que
traça nosso destino futuro, no bem ou no mal”. E para concluir esse
pensamento, o livro “Diálogos com o invisível” coloca que no magnífico campo da
imaginação, “ tudo é possível, desde que
possamos criar e dar materialidade naquilo que geramos”.
De outro lado,
vejamos como a suposta carta se refere ao lugar referido com uma espécie de
lugar de transição entre céu e inferno: “O umbral não fora criado por Deus; ele é de autoria dos
espíritos que necessitam de um autêntico e genuíno estágio educativo em zonas
inferiores”. Este espaço, também
sugerido ao criador pelo personagem de João Grilo no filme “O auto da
compadecida” peça teatral de Ariano Suassuna, que o personagem pergunta a Jesus:
Ainda tem lugar vago no purgatório?
No
entanto, a carta descreve que o umbral foi criado pelos espíritos que
necessitam de um estágio educativo em zonas inferiores, pensamento muito
próximo da cultura humana, cujas iniciativas tendem de acordo a descrição
psicografada, ou seja, “depurar de suas
construções aleijadas no campo dos sentimentos e dos pensamentos disformes, mal
estruturados e mal conduzidos por nossa irresponsabilidade”,
O campo
dos sentimentos obedecem contextos de épocas em suas construções, isto é, as
ações humanas refletem culturas econômicas, sociais e religiosas em ordem de
importância, segundo as necessidades do corpo humano:
Ao considerarmos as imagens, sons e sabores
como manifestações sentidas, interpretadas e comunicadas em ordem de
importância, segundo contextos naturais, sociais, econômicos e religiosos, a
evocação de estados ideais desejados e a criação de símbolos com objetos e
amuletos correspondem às necessidades do corpo humano em cada época. (NOGUEIRA,
2015)
Na
carta encontramos o seguinte conceito : “de mãos dadas com a imensa ignorância que
nos faz seres infelizes e distantes da tão sonhada paz de consciência”. A palavra
de reflexão talvez seja “ignorância” Termo este, que o livro “Diálogos com o
invisível” também considera como elemento chave para a reflexão e o diálogo com
o desconhecido e vamos terminar esta análise com a citação de contracapa desta
obra citada:
Se o
eterno incorporado nos homens também pode ser interpretado como uma construção
contínua, cujos elementos do amor e da virtude tornaram-se a matéria-prima
desta obra, na qual o término implica no conhecimento de quem somos, descobrir
a função do homem nesta terra significa olhar para as estrelas, pois da
compreensão do universo depende o diálogo com o invisível.
Fontes
Nogueira,
Diálogos com o invisível, 2015. www.autoresfree.com.br
Lançamento do Livro Diálogos com o Invisível
contato com o autor
Foram mais de um ano de pesquisa em livros sagrados e publicações científicas e cinematográficas, sendo o resultado, essa obra que busca o diálogo com o invisível a partir de relatos que ocorreram ao longo da História da Humanidade.
Veja um trecho deste livro
Introdução
Numa lacuna entre a visão
consumista do ser humano e a capacidade imaginária livre, há certa fronteira que ultrapassa o corpo físico
e mergulha no universo animista, ou seja, no espaço que fica entre o visível e
o invisível, lugar povoado pela existência construída ou realidade, parceria
entre a mente humana e a qualidade do acreditar, e que, de alguma forma,
participa na edificação das ações visíveis.
A tentativa humana de
interferir ou interpretar certo universo, além da consciência corpórea, lança o
homem numa jornada rumo à eternidade. E isso abre uma lacuna entre o corpo
físico, cuja visão humana reconhece pelos órgãos do sentido, e, do outro lado
desse universo visível, escapa a compreensão da limitada mente.
Entre aquilo que a psique
humana conhece e manipula e o desconhecido, surge um campo rico para evolução
imaginária. Nele, tudo é possível, desde que possamos criar e dar materialidade
naquilo que geramos. Este livro se inicia pelas escadas animistas nas quais as
qualidades do mana carregam a capacidade para dar vida a uma infinidade de
seres visíveis e invisíveis a partir da imaginação.
O pensamento animista, tido
como infantilidade dos povos primitivos, segundo registros científicos
modernos, surgiu como necessidade para solucionar problemas reais de ameaças,
preocupações e medos, numa época que a linguagem e algumas técnicas
rudimentares complementavam o direcionamento entre líderes e seus grupos.
Ao considerarmos as imagens,
sons e sabores como manifestações sentidas, interpretadas e comunicadas em
ordem de importância, segundo contextos naturais, sociais, econômicos e
religiosos, a evocação de estados ideais desejados e a criação de símbolos com
objetos e amuletos correspondem às necessidades do corpo humano em cada época. ( ....)
Jolnogueira@gmail.com contato com o autor
Os símbolos que orientam os homens neste século XXI
Joaquim Luiz Nogueira
Quando
falamos em símbolos, primeiro vem a mente os emblemas religiosos, aqueles como relatados
nos livros sagrados, sendo que a maioria deles, revelaram aos homens o amor espiritual do tipo ágape, definido por
Joseph Campbell da seguinte maneira, isto é, são como: “as luzes que se apagam
por assim dizer, e o que quer que esteja ao alcance torna-se objeto do amor
(....) renunciando ao ego, ao juízo do ego e a preferência do ego” “CAMPBELL p.
160)
Do
outro lado desta fronteira temos os símbolos ligados ao corpo, este é guiado
por necessidades naturais, desejo e prazer. O homem orientado pelo símbolo
corporal, segue sentidos particulares, que segundo Campbell, “obedece ao
fascínio dos sentidos”. (CAMPBELL, p.160).
Se
o primeiro, podemos chamar de simbologia de Direita e o segundo de Esquerda,
uma terceira via, aparece como sugestão para não optarmos pelos símbolos das massas ou tribais, mas que possa
simbolizar princípios individuais e desenvolver perspectiva, imaginação,
seleção, projeto, organização e visão pessoal. Joseph Campbell denominou essa
saída como atividade de “descobrir a si
próprio e preservar esse terreno conquistado frente à oposição dos antigos e
novos pensadores, tribais e de massa” (CAMPBELL, p.161) .
Desta
maneira, aquilo que chamamos de vida nos move por simbologia pessoal, sublimada
pelos sentidos do corpo. Trilha angustiante, mas que, alimentada pela ação e
reação, forma uma espécie de luz própria gerada pelo indivíduo, cuja qualidade
depende daquilo que o exulta e ao mesmo tempo, também o potencializa.
Vamos
retomar, no primeiro caso, você veda todos os sentidos do corpo e ama o próximo
como a ti mesmo e este amor te ajudará a ficar longe de encrenca, melhorando a
convivência com os seus amigos e não terá inimigos. No caso seguinte, os olhos
e seu coração, e espero que este seja nobre, ambos, podem se encarregar de
fazer a seleção, cujo critério pessoal, será luxúria, desejo e prazer.
O
terceiro, talvez, como afirmou Joseph Campbell, mesmo sendo de caráter pessoal apresenta “o amor como um terceiro princípio, seletivo e discriminador (...) é o caminho
que está diante de cada um, dos olhos e com sua mensagem ao coração” (CAMPBELL,
p.161).
Fonte: Joseph Campbell, Mitologia Criativa
Livro Diálogos o invisível
Breve Lançamento de autoresfree. vem somar conhecimentos
já explorados pelo mesmo autor em outros livros como “Saiba como as motivações
propiciam o sucesso pessoal” e “Liberdade Humana: uma luz que se acende na
escuridão”. Trata-se de uma obra que
busca junto aos pensamentos animistas, gnósticos e religiosos um fundamento
material e imaginário, capaz de dialogar com aquilo que não podemos ver de
forma materializada.
Tema que há
milhares de anos participa junto das decisões humanas, cuja busca, tem na outra
ponta, a morte. Sendo esta última, um ponto ainda não entendido como fim de uma
trajetória do homem, mas interpretado em cada cultura de diferentes maneiras.
Para algumas é apenas uma passagem para outros universos, enquanto que, outros
julgam que temos uma missão a cumprir nesta etapa mortal, já que nossa alma é
imortal.
Mesmo que o
livro não tenha conclusões sobre o tema, sua leitura torna-se interessante para
todos aqueles, que de forma diferente, tenta trabalhar nesta vida com um olhar
orientado por visões do reino do céu ou de uma divindade que organiza suas
vidas, segundo a fé dos ensinamentos religiosos de milhares de anos.
Liberdade Humana: uma luz que se acende na escuridão
Trecho do livro
Liberdade Humana: uma Luz que se acende na escuridão
www.autoresfree.com.br
O
Interesse de Plenitude Comandando o Indivíduo
Em um sentido ético,
trata-se do direito de escolha pelo indivíduo de seu modo de agir,
independentemente de qualquer determinação externa.[1]
Entendemos
como significado da palavra plenitude, a qualidade daquilo que é cheio[2].
Trata-se de uma forma de luta incessante do corpo para se manter no auge de um
prazer, assim como a tentativa de se prolongar ao máximo tal momento. Esta
perfeição pretendida, possivelmente já experimentada ou imaginada, foi denominada
como potência pelo filósofo grego Aristóteles: “Ser não é apenas o que já
existe, em ato; ser é também o que pode ser, a virtualidade, a potência” (ARISTÓTELES,
1999, p. 23).
A
intenção de cada ser humano, ao se organizar a partir de ações vividas,
imaginadas ou apresentadas como ideais, faz a força de tais ideias manifestarem-se
junto à capacidade de identificação de cada indivíduo e suas finalidades. Vejamos,
nas palavras de Aristóteles:
O
movimento dura enquanto dura a virtualidade do ser, de cada ser, de cada
natureza (...) A causa formal está intimamente ligada à final, pois seria
sempre em vista de um fim que os seres (naturais ou artefeitos) são criados e
se transformam: a finalidade é que determinaria o que os seres são ou vêm a
ser. (ARISTÓTELES, 1999, p. 24)
Essa visão, abordada no passado por Aristóteles,
hoje pode ser analisada de diversas formas, Desse modo, vamos refletir com a
citação de Žižek, em seu livro “Organs Without Bodies”, no qual se refere à opinião
de
Jolnogueira@gmail.com contato com o autor
[1] JAPIASSÚ, Dicionário Básico de Filosofia, p. 169
[2] Dicionário de Sinônimos. Nascentes, p. 333.
A tarefa de educar no Brasil e a compreensão da cultura
Joaquim Luiz Nogueira
Peregrinações
Históricas da Educação e do conceito de Cultura
Zygmunt
Bauman, aponta em seu livro “A cultura No Mundo Líquido Moderno” alguns conceitos interessantes, que se
considerarmos a Educação como produto de uma cultura, logo temos a questão: o
que é desejável ou indesejável para um Professor ou Professora?
São
profissionais que encaram com desprezo
os gostos e preferências dos alunos por funk , punk e dança de rua, julgando
como falta de gosto pela ópera ou música clássica. Ao mesmo tempo que a grande arte de hoje, a moda e a mídia, ambas,
valorizam uma mistura que é um pouco de tudo, sendo esta a luz que nos
recomendam.
Estamos
em época de mudança segundo Bauman, mesmo a elite política e econômica que no
passado detestava o esnobismo das classes populares com suas linguagens e
danças vulgares, agora passam a consumir esses produtos como arte, ou seja, nada deve ser estranho, o
que deve ser evitado é o hábito de selecionar o antigo para se sentir em casa
frente as novidades.
O
conceito valorizado atualmente é de acordo com Bauman: “não seja enjoado,
exigente e consuma mais”. Devemos formar
a base da pirâmide com este pensamento. Pertencer a uma classe social e ter preferências é algo do passado segundo
Pierre Bourdieu. Eram elementos usados para construção de fronteiras entre
pessoas educadas e não educadas, ou seja, manter as diferenças ou ambientes
exclusivos.
Havia o
gosto das altas elites e aqueles da classe média e o gosto vulgar, este,
venerado pela classe baixa. Para Bauman, misturar essas preferências era algo
tão impossível como juntar fogo e água.
A educação tradicional se manifestava acima de tudo como um dispositivo
útil, destinado a assinalar diferenças de classe e salvaguardá-las como uma
proteção das hierarquias sociais.
A
educação, assim como a cultura, se deve ao Iluminismo a incorporação de parte
de seu significado original que seria segundo Bauman “um agente da mudança do status quo, e não sua preservação, ou,
mais precisamente, um instrumento de navegação para orientar a evolução social
rumo a uma condição humana universal ...Apontar um objetivo e uma direção para
futuros esforços”.
Os nomes
“cultura/educação[1]”
segundo Bauman, foram “atribuído a uma
missão proselitista, planejada e empreendida sob a forma de tentativas de
educar as massas e refinar seus costumes, e assim melhorar a sociedade e
aproximar o povo, ou seja, os que estão na base da sociedade, daqueles que
estão no topo”.
A
“educação/cultura” de acordo com Bauman,
eram associadas a um feixe de luz, capaz de ultrapassar os telhados das
residências rurais e urbanas para
atingir os recessos sombrios do preconceito e da superstição que como tanto
vampiros (acreditava-se), não sobreviveriam quando exposto à luz do dia
Matthew
Arnold, escreveu em 1869 em seu livro (Culture or Anarchy) “a cultura (educação) busca eliminar as classes, generalizar por toda parte o
melhor que se pensa e se sabe, fazer com que todos os homens vivam numa
atmosfera de luz e doçura”.Matthew, escreveu em Literature and Dogma, de 1873,
“ a cultura é a fusão dos sonhos e desejos humanos com a labuta daqueles
dotados de disposição e capacidade de satisfazê-los” A cultura e a educação são
paixões pela doçura e pela luz.... É a paixão por fazê-los prevalecer.
Segundo
Bauman, “o termo cultura /educação entrou no vocabulário moderno como uma
declaração de intenções, o nome de uma missão a ser empreendida. O conceito de
cultura/(educação) era em si um lema e
um apelo à ação. De acordo com Bauman, “O conceito que
forneceu a metáfora para descrever sua intenção (a noção de agricultura,
associando os lavradores aos campos por eles cultivados) ....um apelo ao
camponês e ao semeador para que arassem e semeassem a terra infértil e enriquecessem a colheita pelo cultivo”.
A
Cultura / (educação) nas afirmações de Bauman “compreendia um acordo planejado
e esperado entre os detentores do conhecimento (ou pelo menos acreditavam
nisso) e os ignorantes (ou aqueles assim descritos pelos audaciosos aspirantes
ao papel de educador); um acordo apresentado...; endossado e efetivado sob a
direção da (classe instruída), que buscava o direito de moldar uma (nova e
aperfeiçoada) ordem a partir das cinzas do Antigo Regime.
Enfatiza
Bauman, “a intenção declarada dessa classe era a educação, o esclarecimento, a
elevação e o enobrecimento de Le peuple recém-entronizado no papel de de citoyen deo recém-criado État-
nation,aquela junção de nação recém formada que se alçava à condição de Estado
soberano com o novo Estado que aspirava ao papel de curador, defensor e
guardião da nação”.
O
projeto Iluminista do Estado Nação “acreditava-se que o incremento do número de
potenciais trabalhadores-soldados iria
aumentar e garantir sua segurança. Entretanto, como o esforço conjunto de
construção da nação e de crescimento econômico também resultava num crescente
excedente de indivíduos (em essência, categorias inteiras da população deviam
ser confinadas no depósito de lixo para que a ordem almejada pudesse nascer e
se fortalecer, e para que se acelerasse a criação de riquezas).
O
Estado Nação recém estabelecido, de acordo com Bauman, “logo enfrentou a
necessidade urgente de buscar novos territórios além de suas fronteiras,
territórios capazes de absorver o excesso de população que ele não conseguia
mais acomodar dentro de seus próprios limites. A perspectiva da colonização de
amplos domínios revelou-se um estimulo poderoso à ideia iluminista de cultura e
deu a missão proselitista uma nova dimensão, potencialmente global ....salvar o
selvagem de seu estado de barbárie”
Bordieu, afirmou que “na Metrópole , onde eram
elaborada elaboradas as visões do futuro aguardado e postulado; fragilizava-se
menos na periferia do império, de onde as forças expedicionárias eram obrigadas
a retornar muito antes de equiparar a realidade da vida dos nativos aos padrões
esposados na metrópole”.
Em
resumo, Bauman nos diz que “a cultura / educação agora se assemelhava a um
dispositivo homeostático: uma espécie de giroscópio protegendo o Estado Nação
de ventos e correntes cambiantes e ajudando-o, apesar das tempestades e dos
caprichos de um clima mutável, a “manter o navio no curso correto”.
Para
Bauman, a cultura/educação agora é capaz
de se concentrar em atender a necessidade dos indivíduos, resolver problemas e
conflitos individuais com os desafios e problemas da vida das pessoas....A
cultura/educação ... é modelada para se ajustar à liberdade individual de
escolha e à responsabilidade, igualmente individual, por essa escolha; e que
sua função é garantir que a escolha seja e continue a ser uma necessidade e um
dever inevitável da vida.
A
responsabilidade pela escolha e suas conseqüências, segundo Bauman, foram
colocadas pela condição humana líquido-moderna – sobre os ombros do individuo,
agora nomeado para a posição de gerente principal da “política da vida”, e seu
único chefe executivo.
Para
Bauman, estamos numa era pós paradigmática e que se juntou à famíla (que cresce
depressa) das “categorias zumbis” referida por Ulrich Beck ou como preferia
dizer Jaques Derrida “A Modernidade Líquida é a arena de uma batalha constante
e mortal travada contra todo tipo de paradigma – e, na verdade, contra todos os
dispositivos homeostáticos que servem ao conformismo e à rotina ... que mantêm
a previsibilidade”.
De
acordo com Bauman, “Hoje a cultura/(educação) consiste em ofertas, e não em proibições
em proposições, não em normas” Bordieu observou , a cultura/(educação) agora está engajada em fixar tentações e
estabelecer estímulo, em atrair e seduzir, não em produzir uma regulação
normativa; nas relações públicas e não na supervisão policial; em produzir,
semear e plantar novos desejos e necessidades ....não é a conservação do estado
atual, mas a poderosa demanda por mudança constante.
Ao
contrário da fase Iluminista, afima Bauman,
“se trate de uma mudança sem direção, ou sem um rumo estabelecido de
antemão. Seria possível dizer que ela serve nem tanto às estratificações e
divisões da sociedade, mas a um mercado de consumo orientado para a
rotatividade.
Vejamos
nas palavras de Bauman: “a nossa é uma
sociedade de consumidores, em que a cultura (educação) , em comum com o
resto do mundo por eles vivenciado, se manifesta como arsenal de artigos
destinados ao consumo, todos competindo pela atenção...todos tentando prender
essa atenção por um período maior....ela afasta todos os rígidos padrões e
exigências, aceita todos os gostos com imparcialidade ... com flexibilidade de
predileções (termo politicamente correto
com que hoje designa a falta de coragem). Essa é a marca da estratégia
recomendada como mais sensata e mais correta.
Hoje o
sinal de pertencimento a uma elite cultural/educada segundo Bauman, significa “o máximo de
tolerância e o mínimo de seletividade. .. o princípio do elitismo cultural é
onívoro” Semelhante animais que se alimentam tanto de carne quanto de vegetais.
Devemos ser capaz de agradar a todos.
As
forças que impulsionam a gradual transformação do conceito de
“cultura”/educação em sua encarnação líquido moderna, segundo Bauman “são as
mesmas que favorecem a libertação dos mercados de suas limitações não
econômicas, sobretudo sociais, políticas e étnicas...orientada para o
consumidor, baseia-se no excedente das ofertas, no rápido envelhecimento e no
definhamento prematuro do poder de sedução....a única forma de separar
realidade e pensamento positivo é multiplicar
as tentativas e cometer equívocos” .
Bauman
conclui que “A cultura / (educação) hoje se assemelha a uma das seções de um
mundo moldado como uma gigantesca loja de departamentos em que vivem, acima de
tudo, pessoas transformadas em consumidores ...as prateleiras estão lotadas de
atrações trocadas todos os dias ...Esses produtos ... são calculados para
despertar fantasias irripremiveis, embora por sua própria natureza, momentâneas...Arte
de sedução com o impulso do potencial cliente de conquistar a admiração de seus
pares e desfrutar uma sensação de superioridade.
A
cultura /(educação) da modernidade líquida de Bauman “tem clientes a seduzir. A
sedução, em contraste com o esclarecimento e a dignificação, não é uma tarefa
única, que um dia se completa, mas uma atividade com um fim em aberto. A Função
da cultura/(educação) não é satisfazer necessidades existentes, mas criar
outras – ao mesmo tempo que mantém as necessidades já entranhadas ou
permanentemente irrealizadas. Sua principal preocupação é evitar o sentimento
de satisfação em seus antigos objetos e encargos” (....)..
Cultura no mundo líquido moderno / Zygmunt Bauman/ Rio de Janeiro: Zahar 2013
[1]
A palavra educação é grifo meu, pois considero que se trata de um instrumento
da cultura.
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Livro: A construção do Indivíduo pelo Símbolo
EBOOK DIGITAL- A CONSTRUÇÃO DO INDIVÍDUO PELO SÍMBOLO - 104 pág. Arquivo em PDF POWER POINT - Preço 49,90 Joaquim Luiz Nogueira Venda...
