Porque escrever um livro?


Joaquim Luiz Nogueira

Se essa pergunta já esteve em sua mente em algum momento, com certeza, você logo imaginou as possibilidades de ver suas ideias escritas em diversas folhas, emolduradas por uma capa. No entanto, escrever é o primeiro passo e também, o mais importante, porém, só você parece saber disso.
O passo seguinte, se você não é especialista em normas da Língua Portuguesa e não está atualizado com a ABNT, recomendo procurar um amigo especialista ou pagar o trabalho de um revisor de texto. Eles cobram por lauda e o preço varia entre 6,00 até 20,00 reais por lauda.
Uma vez que seu projeto de livro esteja revisado, você pode encaminhar para análise das editoras, sabendo que, as grandes editoras não terão interesse em investir em autores desconhecidos da grande mídia. Pois segundo o pensador e psicanalista esloveno, Slavoj Žižek, a maneira mais fácil de chegar a grande mídia é pelo caminho do esgoto, significa aparecer na TV pelo noticiário do crime ou de uma tragédia.
Pensando que essa ideia de ficar famoso por este caminho não lhe interesse, vamos para outra opção, enviar seu projeto de livro para as editoras conhecidas como arapuca, a internet está cheia delas, Lá você será tratado como um verdadeiro autor, desde que assine um contrato concordando em pagar a edição de suas obras, que depois de impressa e transformada em livro, será encaminhado todos os volumes para seu endereço.
Outro tipo de editora, também muito divulgada na internet, você paga a edição, fica com uma pequena quantidade para oferecer aos amigos e o restante, ela distribui em livrarias e transforma em  ebook, oferecendo sua obra por valores que variam entre 5,00 e 10,00 reais. Mesmo que te prometam repassar percentuais de 35% do valor de cada exemplar vendido, sua planilha de vendas, enviada a cada semestre será de zero vendas ou centavos.
Mas se ainda, depois de ler tudo isso, você contínua decidido a publicar seu livro, mesmo que seja de maneira independente, então, recomendo que assim que terminar a revisão, crie uma capa, a contra capa e se preferir as orelhas do livro, logo em seguida vem a diagramação, pois terá que escolher o tamanho, por exemplo (14 x 21). Caso não domine esta técnica no computador, é melhor pagar para um profissional.
E, assim que a diagramação vai ganhando forma, imprima a capa do livro e preencha os formulários no site http://www.isbn.bn.br/website/informacoes-cadastro-pf para fazer o   Cadastramento de Editor Pessoa Física.  Desse modo, você será autor e editor, em seguida, no mesmo site, preencha o formulário  pedindo o número de ISBN para seu livro, encaminhe tudo pelo correio para a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, juntamente com o pagamento de algumas taxas e aguarde o número de registro de autor editor seu para as próximas publicações e o ISBN de seu primeiro livro.
Com o número de ISBN na contra capa de seu livro, você entrará em contato com algumas gráficas de sua região para fazer orçamento da quantia desejada de livros impressos. Quanto mais exemplares, menor o preço de custo de sua obra, pense no preço de venda após calcular:
Valor da revisão;
Valor da diagramação;
Taxas paga para ISBN;
Custo do livro na gráfica;
Pronto, você tem seu livro, talvez 200 ou até mil exemplares, de acordo com sua escolha, agora, o que vai fazer? As opções de venda no grande mercado via distribuidores é uma opção, mais cuidado, poderá ver seu livro em muitos espaços e sua planilha de venda ficará apenas com centavos novamente.
 Espero que a razão de escrever um livro, talvez não seja vinculada ao lucro, mas a intenção de deixar em alguma biblioteca, as razões e as marcas de sua existência nesta civilização, enquanto forma de registro humano.


Arquitetura com estilos e traços históricos em Botucatu SP

Joaquim Luiz Nogueira
Essas imagens foram coletadas no dia 12 de outubro, quando participei da caminhada "conhecendo Botucatu" a convite do grupo "Aventureiros do Túnel" 

Detalhes em pedra e vários pontos chamado de assentos de pássaros no telhado


Casarão da esquina na Rua  Cardoso de Almeida, veja  abaixo 


Abaixo casa estilo de fazenda na Rua General Teles 


O estilo casa de fazenda, mas na visão modernista urbana
Rua Cardoso de Almeida, veja abaixo



Estilo de casa com traços da arquitetura das missões, veja abaixo. 

Abaixo, palacete da Rua Floriano, Botucatu SP 

Casarão da esquina da Rua General Teles, muito interessante, veja abaixo.




Abaixo, contraste de arquitetura na cidade de Botucatu SP 


Abaixo, estilo das missões, detalhes do telhado na parte frontal. 


Veja abaixo os detalhes da arquitetura botucatuense 
Assento para as aves sentarem nas casas

Lugar para imagens de santos nas casas 


Poste com chapéu 


Sereia da praça da Catedral 


Trem de turista pela cidade 


Cristo no alto da Catedral 


Flores da árvore na praça da Catedral 


Detalhe do casarão da esquina da Igreja  São Benedito em Botucatu SP


A baixo, Detalhes do casarão da Rua Floriano Peixoto em Botucatu SP 




O estouro da “bolha motivadora” camisa 10 e a derrota da seleção brasileira na copa 2014.

Joaquim Luiz Nogueira

De acordo com o livro “saiba como as motivações propiciam o sucesso pessoal”, as escolhas profissionais podem influenciar o sucesso e quando os 11 jogadores resolveram eleger a camisa 10 do companheiro ausente como objeto de admiração, pode não ter sido a melhor opção, pois “Nessa busca, criamos o termo “bolha imaginária”(NOGUEIRA,2013).
Quando escolhemos algo para nos guiarmos, o ideal que seja visões, cujas mensagens, transmitam inspirações de infinitas interpretações e não objetos limitados, como a incorporação de uma camisa10 no time. Veja o que diz o livro:

Admiramos cenas como o pôr do sol, as grandes quedas de água em forma de cachoeira, as nuvens, assim como o oceano visto do alto das montanhas ou as cidades observadas à noite na escuridão silenciosa do campo. Tais imagens nos fascinam ao irradiar mensagens de infinitas interpretações. (NOGUEIRA,2013).


Acima, podemos ver a imagem de dois líderes da equipe e o objeto que escolheram para inspirar suas ações, algo impossível e que deveria ser substituída pela bandeira do Brasil, pelo  retrato do povo brasileiro, então, eles seriam “capturados pelo mistério de tamanha beleza”.(NOGUEIRA,2013).
Quando os jogadores escolheram a "camisa 10" como objeto de inspiração, sem que ela estivesse nas ações seguintes, a “bolha” levou uns cinco minutos para estourar no início do jogo e assim que perceberam que não havia a camisa 10 em campo, um vazio ou uma angústia tomou conta de todos, pois “Na medida em que colocamos definitivamente em prática os objetivos ambicionados, isto é, tornarmo-nos semelhantes àquilo em que acreditamos” (NOGUEIRA, 2013) Mas, a realidade dizia, Não temos a camisa 10.
A derrota contra a Alemanha era uma possibilidade do jogo, porém, após a "bolha da camisa 10" estourar, logo após o início da partida na mente dos jogadores, “E, por causa da descrença entre ambos em ideais compartilhados, as bolhas imaginárias e encantadoras se enfraqueceram e deixaram transparecer uma realidade incômoda e desgastante de obrigações entre ambos” (NOGUEIRA, 2013).

Livro fonte:
http://www.autoresfree.com.br/saiba-como-motivacoes-propiciam-o-sucesso-pessoal 
Fonte imagens: UOL.com.br album 2014 

Uma Breve História dos Elementos que nos Orientam

Tecnologias: O Mito de Uma Nova Fronteira na Imaginação Humana


Do mesmo modo que um animal pode não ser capaz de ver certas cores, por sua lógica evolutiva característica, os seres humanos não podem explicar a consciência de si: não há mistério, há apenas um limite evolutivo[1]

   Aqui vamos abrir uma analogia entre tecnologia e a questão mitológica de Joseph Campbell que, ao definir alguns rumos para a humanidade moderna, falou na tentativa cosmológica de produzir uma imagem do universo, cuja segunda função do mito seria a de sustentar o sentido do espanto diante de algo enigmático. Para Campbell, o homem se movimenta e até define direções entre encontros cotidianos, preocupações de sua experiência real e a presença do incompreensível:
A segunda função da mitologia é oferecer uma cosmologia, uma imagem do Universo que sustentará e será sustentada por aquele sentido de espanto diante do mistério de uma presença e a presença de um mistério. A cosmologia tem que corresponder, entretanto, à experiência, conhecimento e mentalidade reais do grupo cultural em questão. (CAMPBELL, 2004, p. 419)
Podemos acrescentar a isso que a tecnologia está manifestando, entre outras coisas, é claro, uma variante da mentalidade linear que, ao persuadir as pessoas com a ideia de que as tecnologias podem solucionar problemas humanos inexplicáveis. .........

Liberdade Humana: Uma Luz Que se Acende na Escuridão


Lançamento para 2014 em http://www.autoresfree.com.br/

Sumário



O que Entendemos por Liberdade? .........................................................
O Interesse de Plenitude Comandando o Indivíduo ................................
Indivíduos Livres ....................................................................................
Liberdade de uns e de outros .................................................................
Iniciativas Livres ou ações sob o comando das sensações?..................
Liberdade e Corpo: Concepção Espiritualista, Ciências Humanas e Clássicas. ............................................................................................
Liberdade ou a busca do que tem de melhor em si mesmo. ................
Formas de Apresentar o Mundo em que Pertence ..........................................
Liberdade: processo herdado e escolhido ......................................................
O Futuro da Liberdade: escolhas, limites e ameaças. ...................................








Dedicatória



Destino esta obra a liberdade humana e a sua trajetória, entendida aqui como uma constante busca reacionária na defesa de uma integralidade desejada que ultrapasse os limites do próprio corpo.
Dedico aqueles cuja visão consegue superar as adversidades de um cotidiano caótico e se destacar em ações e ideias que resultem em melhorias significativas para outros apenas por se apresentar como farol na escuridão.





Introdução

Referimos a partir da mente a ideia de “aqui e agora” como certa liberdade de escolha entre nos conservarmos em estados como preguiça, sonolência, fadiga, entre outros. E de outro lado, somos incomodados por pessoas, objetos, ordens, informações, fatos, leis, prazos e prioridades que forçam o  movimento do corpo a gerar novas ações e rotinas.
De contextos como estes, nascem universos profissionais e pessoais que se dividem entre reflexões constantes antes de cada movimento no sentido de avançar, ou seja, a liberdade intrínseca no corpo faz vibrar diante de cada situação surgida ao redor de si. O leque das opções abrange desde princípios, inspirações, ideais e sonhos até aqueles elementos que nos limitam, tais como leis, fatos e prazos. 
 Na maioria das vezes somos aprisionados por longo tempo pelas rotinas que chamamos de necessárias, entre elas está o trabalho, a cidadania, o respeito às leis e assim por diante. É neste sentido, que a liberdade aparece como força libertadora, ela cobra do corpo momentos para respirar ou para alimentar o outro universo humano que está sendo excluído em nome de alguns valores ditatoriais. 
Neste aspecto, as pessoas buscam espaços programados para que a liberdade tenha como atuar, por exemplo, férias, viagens, atividades esportivas, festas, leituras, músicas, comidas e imagens preferidas. Dessa forma, cada vez que experimentamos uma destas programações escolhida e realizada de acordo com os desejos pessoais, atualizamos a consciência e um novo ciclo começa mais ou menos definido com outros passeios, novas emoções entre outras.
Para uma grande parte dos seres humanos a liberdade programada e planejada permanece por longos períodos, mais para muitos indivíduos, esta linearidade não funciona, então quando a consciência tenta atualizar o sentido do “aqui e agora” ou de “eu e nós” surge um vazio, que significa também ausência de movimento do corpo.
Esta situação acontece porque o corpo não consegue encontrar mecanismos que possam aliar a rotina real com sua liberdade, isto é, ideais ou sonhos. Se isto acontece, a prática e o corpo se modificam drasticamente e com isso, transforma-se também o caminho para buscar a realização imaginada.
E para refletirmos sobre o tema liberdade e possíveis exemplos de como as pessoas interpretam e age em torno dele, este livro se inicia com a questão: o que entendemos por liberdade? E para isso começamos com ajuda do dicionário, onde estabelecemos um começo e depois passamos para outro  ...................

Lançamento para 2014 em http://www.autoresfree.com.br/
 

Uma Breve História dos Elementos que nos Orientam




Lançamento para 2014 em http://www.autoresfree.com.br/
Sumário
Máquinas e Esforço Humano: Liberação do Corpo, da Mente e da Própria Máquina  .........................................................................................................
Tecnologias: O Mito de Uma Nova Fronteira na Imaginação Humana ..............
Novos Cenários: Desordem Orientadora e Imprevisibilidade  .....................
Orientações e Destino: Atores Simbólicos, Conquistadores e Consumidores
Realidade e Orientação: O Retorno ao Mito da Caverna de Platão ..........
Felicidade Como Momento de Orientação .........................
A Instantaneidade dos Softwares e o Gosto por Coisas Momentâneas ........
Saberes, Crenças e Experiências: O Indivíduo Livre ..............................
Consciência, Surpresa e Mistério: Os Olhos se Abrem Para o Mundo ...........
Natureza, Artificialidade e Moralidade ........................................................
Rompimento com a Moralidade e a Via da Aventura Pessoal .....................
Desejo de Controle: Vencer no Amor e Socialmente .......................................
Individualidade e as Novas Liberdades do Século XX .......................................
Conceito de Multimídia e o Indivíduo Participante  ..................................
Inversão de Papéis: Tecnologia e Invisibilidade ................................................
Nova Necessidade: Interpretar para Controlar  ...................................................
Vontade Humana e Racionalidade Mecânica .............................................








Dedicatória





A cada abrir de olhos de uma criança, o mundo se revela de forma misteriosa e encantadora. A curiosidade nata ao explorar cada horizonte ao seu redor faz surgir, a partir dos sentidos do corpo, as primeiras experiências pessoais de alegria, surpresa, dor, eventualidade, comparações e interpretações.
Este livro é dedicado às lembranças de infância, cujos valores percebidos se mesclaram a todas as outras fases da vida e moldaram a linguagem, os gestos e as ações. Elementos, que mesmo com as incorporações de uma diversidade de outros, mapearam o caráter e o sonho pessoal de cada leitor, que pode reconhecer, nessa leitura, a força dos contextos que os impulsionaram.







Introdução

Algumas preocupações dos dias de hoje nos despertam para uma busca e, ao mesmo tempo, despertam o diálogo necessário entre épocas passadas e inquietações do presente. O fato de enfrentarmos questões tão complexas em todas as áreas do conhecimento no mundo atual, cujas comunicações quebraram as barreiras físicas e destruíram as certezas, desencadearam novas fronteiras para os indivíduos e seus sonhos.
Nesse contexto de imprevisibilidades, as inclusões dos indivíduos como participantes das decisões sociais, mesmo que sejam, com suas imagens, gestos ou palavras, inéditas para muitos, provocaram estranheza e novas interpretações. Diferentes tipos de linguagens que, por atraírem a atenção pelas sensações de facilidades e novas liberdades, deslocaram o campo de interesse e inverteram habilidades e competências entre pessoas e máquinas ao longo de cada época histórica.
Esta obra abordará pontos intrigantes entre os séculos XII e a atualidade que, do ponto de vista ocidental, sacudiram e transformaram as experiências individuais humanas. Tais elementos, referidos neste livro, não só modificaram as maneiras como os homens passaram a conduzir seus corpos, como também suas mentes. Algumas iniciativas pessoais, mesmo que mescladas às orientações seculares ou sujeitas a castigos, apontaram novos horizontes de liberdade.
Ao longo desse período, os homens buscaram desde o retorno a uma visão de pureza natural, linearidade e de ordem quase divina, até a criação artificial de contextos: as máquinas não só libertaram os homens de trabalhos forçados, como também despertaram na mente humana a capacidade para imaginar mundos sem dor e sofrimento.
Tendo como pano de fundo os avanços tecnológicos que ocorreram no período em questão e os novos cenários criados em cada época escolhida, investigaremos a partir dos impulsos das experiências individuais dos cavaleiros medievais, conhecidos na literatura como trovadores, e acrescentaremos, em momentos oportunos, a evolução biológica e o avanço das máquinas.
A finalidade, se é que podemos falar dessa maneira, seria a tentativa de mapear os elementos que atuaram ou ainda participam da definição de rumos pessoais nos dias de hoje. A historicidade de como esses elementos se manifestaram em diversas épocas e sociedades do Ocidente, caracterizados como surpreendentes, revelaram-se como informações acidentais, mas que provocaram comparações e mudanças junto às experiências pessoais.
Analisaremos alguns passos dos avanços tecnológicos, biológico e os cenários da comunicação de massa e das multimídias. Apontaremos os passos da evolução tecnológica, que despertou consigo também novas orientações para o livre arbítrio das pessoas, desencadeou elementos tais como promessas, novidades e possibilidades.
O mundo atual das incertezas e dos acasos direciona indivíduos para campos mesclados entre leis divinas, contextos artificiais, naturais, circunstâncias e vontades humanas livres. Felicidades e deleites, incorporadas ao tempo da instantaneidade, mas sobreposto a elementos de moralidade. A aventura do desejo humano em meio a caos e ordem, horror e alegria.
A forma como esses elementos desencadearam comportamentos, ora movidos pelo coração, ora comandados pela máquina, outras vezes por interpretações, de certa maneira guiaram ou ainda orientam os indivíduos em suas experiências pessoais.
Alguns teóricos contribuíram para a discussão desses elementos, dentre eles a psicanálise de Slavoj Žižek, as ideias de Edgar Morin e do especialista em mitologia comparada Joseph Campbell. O autor busca oferecer elementos ao leitor, para que esse seja estimulado a pensar como contextos naturais ou artificiais constroem experiências pessoais, objeto de estudo de Joaquim Luiz Nogueira.



Máquinas e Esforço Humano: A Libertação do Corpo, da Mente e da Própria Máquina

A primeira e mais característica –
que vitaliza todas – é a de trazer
à tona e sustentar um sentido de
 espanto diante do mistério
 da existência[1]
E se forem apenas as próprias
exceções que criam, retrospectivamente,
a ilusão da “norma” que elas
supostamente violam?[2]

     Na época atual, cujos avanços tecnológicos tentam modificar a história da humanidade e envolver a participação de todos em confrontos diretos, com indagações que abrangem desde a identidade pessoal e a dignidade humana até as questões de avanços na área da biogenética, levantam-se aspectos interessantes, rumo aos princípios que nos apontam direções no século XXI, vejamos essas preocupações nas palavras de Žižek:
hoje vivemos uma época extremamente interessante, na qual uma das principais consequências de avanços como a biogenética, a clonagem, a inteligência artificial e outros é que, talvez pela primeira vez na história da humanidade, temos uma situação em que o que eram problemas filosóficos são agora problemas que dizem respeito a todos (...) confrontam–nos diretamente com perguntas referentes ao livre–arbítrio, à ideia de natureza e do ser natural e à identidade pessoal (...) certas perguntas - tais como o que é a dignidade humana, onde fica a responsabilidade moral, e outras similares – que tradicionalmente, eram indagações filosóficas. (ŽIŽEK, 2006, p. 70)
Preocupações como o livre-arbítrio em uma sociedade dominada por uma comunicação complexa de diversos aparelhos criados para facilitar a circulação de mensagens entre pessoas e, ao mesmo tempo, orientá-las nas ações cotidianas. Neste sentido, surge uma atmosfera de dúvidas e incertezas quanto ao caminho que devemos seguir frente a inúmeras sugestões proporcionadas por uma teia de saberes, advindas das novas tecnologias.            Desse modo, temos o encontro de uma herança baseada na visão

Lançamento para 2014 em http://www.autoresfree.com.br/  

[1]  Campbell, Mitologia Ocidental, p. 419.
[2] Žižek, Arriscar o Impossível, p. 69.

Vantagens de circundar nossos objetos de desejo


Vantagens de circundar nossos objetos de desejo


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Abaixo trecho do livro 

(...) a beleza, tanto quanto a verdade, pode ser descritanos termos da mesma fórmula clássica: elas são “uma unidade na multiplicidade”.[1]


Admiramos cenas como o pôr do sol, as grandes quedas de água em forma de cachoeira, as nuvens, assim como o oceano visto do alto das montanhas ou as cidades observadas à noite na escuridão silenciosa do campo. Tais imagens nos fascinam ao irradiar mensagens de infinitas interpretações. Podemos também acrescentar com relação a esses cenários a apropriação de sensações que parecem escapar à compreensão humana. Nesse sentido, somos capturados pelo mistério de tamanha beleza que mergulhamos em uma bolha imaginária flutuante, que nos proporciona êxtase por alguns segundos.
Desse modo, outras imagens de semelhante poder são criadas em nossa mente, obedecendo ao contexto em que nos encontramos – geralmente estamos angustiados e no lado oposto a essas maravilhas. E assim, podemos dizer, ao confrontarmos mundos diferentes, mas de localização segura, que somos tragados pela busca no outro daquilo que se encontra ausente em nós naquele momento.
Essas respostas oportunas entre opostos fazem nos movimentar ao mesmo tempo em que incorporamos aquilo que admiramos e somos alimentados por essas visões realizadoras de completude. Desse modo, por estarmos distantes do elemento admirado, não vemos suas contradições e nos comunicamos apenas com o que nos provoca aquilo que nos faz de certa maneira seres incompletos e em constante busca de realizações.
Nesse sentido, enquanto não colocamos em prática essas sugestões fascinantes oferecidas por cenários, contextos sociais e outros, contentamo-nos em estar próximos desses objetos de desejo. Assim, gozamos das sensações prazerosas geradas pela órbita que estamos fazendo em torno desses objetos pretendidos.
Na medida em que colocamos definitivamente em prática os objetivos ambicionados, isto é, tornarmo-nos semelhantes àquilo em que acreditamos, ou adquirimos os produtos almejados, automaticamente, outras lacunas são despertadas e novas soluções surgem na imaginação.
É comum em certos rituais como o casamento, talvez fruto de um namoro que durou algum tempo, certa distância segura do sonho imaginado de ambos, isto é, não tentam colocar em pratica os ideais imaginados. Assim, durante essa fase, uma bolha imaginária de um lar feliz alimenta o casal antes do encontro definitivo, mas após a realização do evento, os anos seguintes podem ser de angústias e brigas, geradas, talvez, por não se acreditar mais em novas promessas.
Nesse sentido, o que passou a prevalecer na relação do casal foram os elementos antagônicos. E, por causa da descrença entre ambos em ideais compartilhados, as bolhas imaginárias e encantadoras se enfraqueceram e deixaram transparecer uma realidade incômoda e desgastante de obrigações entre ambos.
A ausência de novos objetos desejados e compartilhados pelos amantes, como um apartamento ideal, um carro dos sonhos, viagens inesquecíveis, filhos adoráveis, fez com que a rotina diária e empobrecida de encantos viesse a tomar frente nas ações.
Assim, as ações cotidianas não conseguiram incluir em uma só bolha imaginária o sonho de ambos, sendo dois horizontes opostos despertados, e a cada dia as ações ou compromissos se encarregaram de abrir o abismo na relação construída pelo casamento.
veja mais em



[1]CASSIRER, 2005, p.235.

Saiba como as motivações propiciam o sucesso pessoal




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Veja trecho do livro 
Introdução ..............................................................................................  1
A estrada do sucesso em uma bolha .....................................................  5
O papel da fantasia no cotidiano ............................................................  9
Vantagens de circundar nossos objetos de desejo ..............................  11
Leitura da multiplicidade ........................................................................ 16
As razões para irmos em frente ............................................................ 19
Estruturas da realidade ......................................................................... 23
A escolha do amanhã ..........................................................................  27
Analogias da liberdade ......................................................................... 30
Viver como vencedor ...........................................................................  33
Construindo motivação na empresa ..................................................... 36
Elementos que nos motivam diante de problemas cotidianos .............. 39
A primazia de estar motivado ................................................................ 43
Referências bibliográficas ..................................................................... 48

Introdução


Estamos motivados ou desmotivados? Ambos os sentimentos emanam de contextos que funcionam como elos entre o que já foi experimentado e o que está sendo desejado. Elementos motivadores derivam de valores construídos em campos férteis para a tomada de iniciativas, sejam elas positivas ou negativas.
No terreno motivador, temos ações diversas que provocam o encontro entre o conhecido e o esperado, ambos fruto do choque, talvez, entre ideais elevados e a realidade. Trabalhar no embate desses últimos elementos, isto é, arquitetais e fatos, compõe parte do objetivo de interesse desta obra.
Discutiremos, entre outros assuntos, se a ampliação do que queremos poderá servir como mecanismo capaz de nos isolar dos problemas. É nesse sentido que o livro vai trabalhar a partir da formação das chamadas “bolhas imaginárias”, que tem como uma de suas funções servir como filtros pessoais para que consigamos evitar o enfrentamento direto do perigo.
No decorrer dos capítulos desta obra, serão exemplificadas as diversas finalidades dessas possíveis “bolhas”, que, uma vez geradas, passam a proporcionar, entre outros aspectos, a tranquilidade para planejarmos estratégias e escolhas, e também podem oferecer certa proteção a um estilo de vida pessoal contra situações não aprovadas.
E assim, ao aprisionar o indivíduo a partir de objetivos desejados, oferece lugares seguros, isto é, horizontes artificiais paralelos. Esses espaços ficcionais criados pela mente tornam-se dispositivos capazes de emitir perspectivas de futuro, funcionando como túneis que conduzem às metas almejadas.
Por outro lado, será investigado como o tremular angustiante também trabalha para oferecer mecanismos de trocas ao proporcionar possíveis fugas da realidade em bolhas imaginárias. E estas podem transportar os sentidos do corpo a lugares idealizados, construindo, assim, pontes sobre abismos, cuja finalidade será minimizar a realidade indesejada e maximizar a janela principal que nos interessa naquele momento.
Dessa forma, ao ampliarmos na imaginação os objetos e as atitudes desejadas, incorporaremos também, automaticamente, as mensagens de completude, isto é, sensações prazerosas que fortalecem novas ações de apoio rumo aos ideais. O efeito provocado ao tocarmos, mesmo que seja em pensamento, em algo que desejamos gerauma bolha de motivação que nos possibilita tatear os ideais, circundá-los, tomados apenas pelos sentimentos de certeza e confiança.
Essas bolhas imaginárias despertam sensações que nos convidam a lutar pela busca de sonhos pessoais. Para isso, apontam-nos possibilidades em linguagens metafóricas, mas suficientes para ativar forças extras e criar inspirações semelhantes a ventos que sopram a imaginação, e estes formam novas bolhas de entusiasmo e esperança.
As incorporações de ideais imaginários, vividos ou ficcionais participam do fator determinante do que conhecemos como escolhas, mas também podem ser frutos do acaso ou até uma maneira de fugirmos da realidade. E, desse modo, este livro buscará abordar a tentativa de controle das multidões a partir de aproximações entre pessoas, sonhos, esperanças e imagens ideais.
E nesse sentido, os contextos sociais podem servir como elementos motivadores ao se revestirem com atmosferas geradoras de sensações emocionais, cuja finalidade seriam as tentativas de atrair, de alguma forma, a escolha imaginária das pessoas diante de objetivos idealizados por empresas, organizações, instituições e outras.
Assim, algumas ações pessoais derivam de idealizações selecionadas pelos indivíduos entre muitas outras que lhe foram apresentadas de acordo com o seu modo de viver. E essas opções ou buscas idealizadas são capazes de enchê-lo como uma bolha flutuante que se movimenta na direção do que admira.
O valor ou a qualidade daquilo que buscamos nos alimenta, guia e orienta. É o poder do que acreditamos que nos impulsiona. Assim, ideais impossíveis e ausências podem servir, entre outros, de trilhas que estruturam imaginários e realidades pessoais.
Alguns elementos se encontram no campo da procura, mas mesmo assim nos orientam sobre fatos e acontecimentos, isto é, apontam rumos e posições de acordo com seus princípios, cuja compreensão às vezes nos escapa. Desse modo, podemos falar que certas escolhas pessoais podem ser determinadas pelos ideais que colecionamos, colocando-nos na luta e ancorando-nos em momentos difíceis, seja no ambiente em que nascemos ou naquele em que estamos inseridos no presente.
Optamos nesta obra pelas escolhas guiadas pelo coração, cujas orientações apontam possibilidades infinitas e são capazes de ignorar possíveis dificuldades do corpo ou dos contextos em que estamos inseridos. Elas nos despertam sentimentos de liberdade, os quais nos oferecem apoios emocionais, pois são emanados dos ideais numa espécie de corrente que nos puxa junto a eles.
Dessa forma, a capacidade de apropriação humana, somada aos sonhos, cria bolhas de otimismo que nos revestem e nas quais passamos a respirar o hoje com o sabor do amanhã.
Nesse aspecto, esse canal de nutrição que nos alimenta de sensações e possibilidades torna-se imponente e desperta a coragem para buscarmos o objeto desejado, isto é, oferece proteção, envolvendo-nos numa bolha de estímulos, cuja vitória, objetivo maior, aponta as escolhas.
Uma vez definidas as opções, o passo seguinte será acreditar no potencial que temos. Dessa maneira, atrairemos outros elementos para que se agrupem em torno do mesmo objetivo proposto.É a qualidade daquilo que participa que pode motivar o sucesso, pois a capacidade humana de ampliar desejos também cria estados mentais capazes de nos colocar em sintonia com circunstâncias ideais.
E assim, essa carga emotiva torna-se uma espécie de blindagem contra possíveis ações negativas, e neste livro tentaremos nos munir de alguns elementos, com a finalidade de apontar alguns mecanismos cujos potenciais possam nos proporcionar as possíveis construções das chamadas bolhas protetoras.
Esta investigação terá como apoio algumas obras de autores como SlavojZizek, Edgar Morin, Joseph Campbell, Ernst Cassirer, entre outros. Olivro tem como norte a busca de amplitude para o tema sucesso, pelo qual tenho interesse e do qual trato também em meus livros Saiba como obter sucesso em contextos sociais diferentes e Saiba como as experiências favorecem o sucesso profissional. Espero aguçar a curiosidade dos leitores também neste trabalho ao aproximar conceitos como sucesso e motivação.


A estrada do sucesso em uma bolha

Cada organismo é, por assim dizer, um ser monádico. Tem um mundo só seu porque tem uma experiência só sua[1]. Deem-me um ponto de apoio e eu moverei o universo[2].
               

Esse caminho possui no mínimo duas pistas para aqueles que vão adiante e outras de semelhante quantidade para quem está no sentido oposto. O sucesso é a meta da viagem, e o combustível que não lhe pode faltar nesse percurso é o que podemos chamar de “bolhas”[3]. Estas são movidas ao sabor das possibilidades imaginárias, isto é, podem avançar de forma instantânea ou estourar em segundos.
Sendo assim, quanto maior for a capacidade de criarmos borbulhas de mundos imaginários, mais rápido andaremos em nosso trajeto rumo aos ideais pretendidos. Elas nos oferecem, de forma quase invisível, certo escudo protetor contra o desânimo e o fracasso.

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[1]CASSIRER, 2005, p. 46.
[2]ARQUIMEDES apudCASSIRER, 2005, p. 338.
[3] Trata-se de uma referência à bolha de sabão, que por alguns instantes cria pequenos mundos maravilhosos que encantam criançase adultos. Em nosso caso é o elemento motivador que nos faz movimentar-nos. 

Algumas Reflexões Antes de Uma Escolha Pessoal


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Veja trecho do livro 

1.  O estado de alerta

Chamamos de instinto os impulsos fisiológicos percebido  pelos sentidos.[1]

1.1 A visão do instinto 
 
Considera-se instinto aquilo que traz a nossa mente algumas associações entre o lugar que nos encontramos e o  que vemos ou sentimos, isto é, espécie de  mensagem, que pode comandar ações no corpo. Essas reações de alerta podem acontecer nas seguintes linguagens: grito, espanto, tremedeira, suor, inquietação, entre outros.
            Descobrir o porquê tendemos a ignorar algumas emoções, cuja espontaneidade, torna-se motivos principais nas escolhas ou recusas daquilo que se apresenta diante dos sentidos do corpo. A comunicação  que atravessa por cada estímulo nervoso, leva mensagens que carregam universos paralelos, talvez, como menciona Jung, algo que partilhamos com os mamíferos: “Essa psique, infinitivamente antiga, é a base de nossa mente, assim como a estrutura do nosso corpo se fundamenta  no molde anatômico dos mamíferos em geral” (JUNG, p.83)
  Trata-se de ouvirmos numa forma sensível cada pulsar do conjunto corpóreo, que semelhante a uma teia, tem a capacidade para estabelecer vínculos entre o interno e o externo, assim como, mobilizar forças para enfrentar ou fugir de determinados contextos, cujas razões, jamais saberemos.
Nesse sentido, aquilo que nos levaram a fazermos escolhas ao longo de etapas vividas, possui estreitas relações com afinidades reconhecidas pelo corpo ao longo dos milhares de anos de adaptações evolutivas. E portanto, para prosseguirmos, não temos como não falar em estado de espírito, pois, essa é a ponte que liga o que somos ao que desejamos.
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[1] JUNG, Carl G. O homem e seus símbolos p. 83

Pensadores do Fórum do Amanhã

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