Uma Breve História dos Elementos que nos Orientam

Tecnologias: O Mito de Uma Nova Fronteira na Imaginação Humana

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Do mesmo modo que um animal pode não ser capaz de ver certas cores, por sua lógica evolutiva característica, os seres humanos não podem explicar a consciência de si: não há mistério, há apenas um limite evolutivo[1]

   Aqui vamos abrir uma analogia entre tecnologia e a questão mitológica de Joseph Campbell que, ao definir alguns rumos para a humanidade moderna, falou na tentativa cosmológica de produzir uma imagem do universo, cuja segunda função do mito seria a de sustentar o sentido do espanto diante de algo enigmático. Para Campbell, o homem se movimenta e até define direções entre encontros cotidianos, preocupações de sua experiência real e a presença do incompreensível:
A segunda função da mitologia é oferecer uma cosmologia, uma imagem do Universo que sustentará e será sustentada por aquele sentido de espanto diante do mistério de uma presença e a presença de um mistério. A cosmologia tem que corresponder, entretanto, à experiência, conhecimento e mentalidade reais do grupo cultural em questão. (CAMPBELL, 2004, p. 419)
Podemos acrescentar a isso que a tecnologia está manifestando, entre outras coisas, é claro, uma variante da mentalidade linear que, ao persuadir as pessoas com a ideia de que as tecnologias podem solucionar problemas humanos inexplicáveis. .........

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[1]Slavoj Žižek, Arriscar o Impossível, p.75

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