O livro "Uma Breve História dos Elementos que nos Orientam: Surpresas, Eventualidades e Comparações", de Joaquim Luiz Nogueira, é uma obra que busca mapear e discutir os diversos elementos, históricos e contemporâneos, que atuam na definição de rumos e experiências pessoais no Ocidente, da Idade Média à atualidade
- Tecnologia e Autonomia Humana: A evolução das máquinas e da tecnologia, que libertou o homem de trabalhos forçados, mas gerou novas dependências e a "segunda industrialização" do espírito e dos sonhos (pp. 7, 11, 39).
- Percepção e Realidade: Discussão sobre como a consciência humana é um mecanismo redutor de informações sensoriais, e como a realidade percebida pode ser uma "camuflagem" ou uma construção social (pp. 20-21, 44).
- Influências Culturais e Míticas: O papel da moralidade, dos mitos (como o da Caverna de Platão) e das crenças na orientação do comportamento individual e coletivo (pp. 22, 28, 33).
- O Indivíduo e a Liberdade: A busca pela liberdade individual e a ruptura com a moralidade tradicional, desde o trovadorismo no século XII até a valorização das individualidades na modernidade (pp. 34, 36, 39).
- Consumo e Instantaneidade: A influência da comunicação de massa, das multimídias e da valorização do "aqui e agora" no gosto por coisas momentâneas e no consumo (pp. 26, 40-41).
- A tecnologia influenciou a imaginação humana de diversas maneiras, principalmente ao despertar a capacidade de idealizar novos mundos e possibilidades, e ao transformar elementos míticos e sonhos em produtos de consumo.Criação de Novos Horizontes Imaginários
- As máquinas não só libertaram os homens de trabalhos forçados, mas também despertaram na mente humana a capacidade para imaginar mundos sem dor e sofrimento (p. 7).
- A evolução tecnológica desencadeou elementos como promessas, novidades e possibilidades, abrindo uma nova fronteira para a imaginação humana (pp. 8, 15).
- O desenvolvimento técnico serviu ao sonho de dominar terras, mares e céus, criando um universo imaginário de conquistas (p. 19).
- As tecnologias, ao persuadirem as pessoas de que podem solucionar problemas humanos inexplicáveis, misturam a fronteira entre razão e imaginação (pp. 11, 13).
- Isso leva à associação de conhecimento com a internet e a expectativa de um futuro com auxiliares técnicos que dispensam esforço físico e intelectual (p. 14).
- As mídias de massa, como rádio e cinema, transformaram fadas, duendes, deuses e fantasmas em mercadorias, em um processo chamado por Morin de "segunda industrialização" (pp. 39-40).
- Essas novas mercadorias vendem "ectoplasmas de humanidade", como amores e medos romanceados, estruturando instintos e emoções para o consumo (p. 40).
- As culturas criadas pelas mídias, com idealizações e repetições, buscam penetrar nos gostos individuais e orientar comportamentos (p. 40).
"Industrialização do Espírito" e Consumo
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