Uma Breve História dos Elementos que nos Orientam




Lançamento para 2014 em http://www.autoresfree.com.br/
Sumário
Máquinas e Esforço Humano: Liberação do Corpo, da Mente e da Própria Máquina  .........................................................................................................
Tecnologias: O Mito de Uma Nova Fronteira na Imaginação Humana ..............
Novos Cenários: Desordem Orientadora e Imprevisibilidade  .....................
Orientações e Destino: Atores Simbólicos, Conquistadores e Consumidores
Realidade e Orientação: O Retorno ao Mito da Caverna de Platão ..........
Felicidade Como Momento de Orientação .........................
A Instantaneidade dos Softwares e o Gosto por Coisas Momentâneas ........
Saberes, Crenças e Experiências: O Indivíduo Livre ..............................
Consciência, Surpresa e Mistério: Os Olhos se Abrem Para o Mundo ...........
Natureza, Artificialidade e Moralidade ........................................................
Rompimento com a Moralidade e a Via da Aventura Pessoal .....................
Desejo de Controle: Vencer no Amor e Socialmente .......................................
Individualidade e as Novas Liberdades do Século XX .......................................
Conceito de Multimídia e o Indivíduo Participante  ..................................
Inversão de Papéis: Tecnologia e Invisibilidade ................................................
Nova Necessidade: Interpretar para Controlar  ...................................................
Vontade Humana e Racionalidade Mecânica .............................................








Dedicatória





A cada abrir de olhos de uma criança, o mundo se revela de forma misteriosa e encantadora. A curiosidade nata ao explorar cada horizonte ao seu redor faz surgir, a partir dos sentidos do corpo, as primeiras experiências pessoais de alegria, surpresa, dor, eventualidade, comparações e interpretações.
Este livro é dedicado às lembranças de infância, cujos valores percebidos se mesclaram a todas as outras fases da vida e moldaram a linguagem, os gestos e as ações. Elementos, que mesmo com as incorporações de uma diversidade de outros, mapearam o caráter e o sonho pessoal de cada leitor, que pode reconhecer, nessa leitura, a força dos contextos que os impulsionaram.







Introdução

Algumas preocupações dos dias de hoje nos despertam para uma busca e, ao mesmo tempo, despertam o diálogo necessário entre épocas passadas e inquietações do presente. O fato de enfrentarmos questões tão complexas em todas as áreas do conhecimento no mundo atual, cujas comunicações quebraram as barreiras físicas e destruíram as certezas, desencadearam novas fronteiras para os indivíduos e seus sonhos.
Nesse contexto de imprevisibilidades, as inclusões dos indivíduos como participantes das decisões sociais, mesmo que sejam, com suas imagens, gestos ou palavras, inéditas para muitos, provocaram estranheza e novas interpretações. Diferentes tipos de linguagens que, por atraírem a atenção pelas sensações de facilidades e novas liberdades, deslocaram o campo de interesse e inverteram habilidades e competências entre pessoas e máquinas ao longo de cada época histórica.
Esta obra abordará pontos intrigantes entre os séculos XII e a atualidade que, do ponto de vista ocidental, sacudiram e transformaram as experiências individuais humanas. Tais elementos, referidos neste livro, não só modificaram as maneiras como os homens passaram a conduzir seus corpos, como também suas mentes. Algumas iniciativas pessoais, mesmo que mescladas às orientações seculares ou sujeitas a castigos, apontaram novos horizontes de liberdade.
Ao longo desse período, os homens buscaram desde o retorno a uma visão de pureza natural, linearidade e de ordem quase divina, até a criação artificial de contextos: as máquinas não só libertaram os homens de trabalhos forçados, como também despertaram na mente humana a capacidade para imaginar mundos sem dor e sofrimento.
Tendo como pano de fundo os avanços tecnológicos que ocorreram no período em questão e os novos cenários criados em cada época escolhida, investigaremos a partir dos impulsos das experiências individuais dos cavaleiros medievais, conhecidos na literatura como trovadores, e acrescentaremos, em momentos oportunos, a evolução biológica e o avanço das máquinas.
A finalidade, se é que podemos falar dessa maneira, seria a tentativa de mapear os elementos que atuaram ou ainda participam da definição de rumos pessoais nos dias de hoje. A historicidade de como esses elementos se manifestaram em diversas épocas e sociedades do Ocidente, caracterizados como surpreendentes, revelaram-se como informações acidentais, mas que provocaram comparações e mudanças junto às experiências pessoais.
Analisaremos alguns passos dos avanços tecnológicos, biológico e os cenários da comunicação de massa e das multimídias. Apontaremos os passos da evolução tecnológica, que despertou consigo também novas orientações para o livre arbítrio das pessoas, desencadeou elementos tais como promessas, novidades e possibilidades.
O mundo atual das incertezas e dos acasos direciona indivíduos para campos mesclados entre leis divinas, contextos artificiais, naturais, circunstâncias e vontades humanas livres. Felicidades e deleites, incorporadas ao tempo da instantaneidade, mas sobreposto a elementos de moralidade. A aventura do desejo humano em meio a caos e ordem, horror e alegria.
A forma como esses elementos desencadearam comportamentos, ora movidos pelo coração, ora comandados pela máquina, outras vezes por interpretações, de certa maneira guiaram ou ainda orientam os indivíduos em suas experiências pessoais.
Alguns teóricos contribuíram para a discussão desses elementos, dentre eles a psicanálise de Slavoj Žižek, as ideias de Edgar Morin e do especialista em mitologia comparada Joseph Campbell. O autor busca oferecer elementos ao leitor, para que esse seja estimulado a pensar como contextos naturais ou artificiais constroem experiências pessoais, objeto de estudo de Joaquim Luiz Nogueira.



Máquinas e Esforço Humano: A Libertação do Corpo, da Mente e da Própria Máquina

A primeira e mais característica –
que vitaliza todas – é a de trazer
à tona e sustentar um sentido de
 espanto diante do mistério
 da existência[1]
E se forem apenas as próprias
exceções que criam, retrospectivamente,
a ilusão da “norma” que elas
supostamente violam?[2]

     Na época atual, cujos avanços tecnológicos tentam modificar a história da humanidade e envolver a participação de todos em confrontos diretos, com indagações que abrangem desde a identidade pessoal e a dignidade humana até as questões de avanços na área da biogenética, levantam-se aspectos interessantes, rumo aos princípios que nos apontam direções no século XXI, vejamos essas preocupações nas palavras de Žižek:
hoje vivemos uma época extremamente interessante, na qual uma das principais consequências de avanços como a biogenética, a clonagem, a inteligência artificial e outros é que, talvez pela primeira vez na história da humanidade, temos uma situação em que o que eram problemas filosóficos são agora problemas que dizem respeito a todos (...) confrontam–nos diretamente com perguntas referentes ao livre–arbítrio, à ideia de natureza e do ser natural e à identidade pessoal (...) certas perguntas - tais como o que é a dignidade humana, onde fica a responsabilidade moral, e outras similares – que tradicionalmente, eram indagações filosóficas. (ŽIŽEK, 2006, p. 70)
Preocupações como o livre-arbítrio em uma sociedade dominada por uma comunicação complexa de diversos aparelhos criados para facilitar a circulação de mensagens entre pessoas e, ao mesmo tempo, orientá-las nas ações cotidianas. Neste sentido, surge uma atmosfera de dúvidas e incertezas quanto ao caminho que devemos seguir frente a inúmeras sugestões proporcionadas por uma teia de saberes, advindas das novas tecnologias.            Desse modo, temos o encontro de uma herança baseada na visão

Lançamento para 2014 em http://www.autoresfree.com.br/  

[1]  Campbell, Mitologia Ocidental, p. 419.
[2] Žižek, Arriscar o Impossível, p. 69.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

A Simbolização da Grandiosidade pelo Indivíduo

A Simbolização da Grandiosidade pelo Indivíduo  Joaquim Luiz Nogueira  A construção do Individuo pelo símbolo - Parte 5  Press...