A Sétima Maneira de Viver a Vida



                                                                                                                         Joaquim Luiz Nogueira


Entre as muitas maneiras de viver a vida, temos as mais comuns, isto é: viver com fundamentação no amor, com prioridade nas escolhas, uso do perdão para se renovar, prática do altruísmo para dar sentido à vida, acreditar no destino como missão e a incorporação de verdades absolutas para cumprir objetivos.

No entanto, a sétima forma de viver se trata do “Sentir-se como um nada”, ou seja, anulação do ego individual. Quando admitimos que não existimos de maneira definitiva dentro de um corpo e que ali, atuam apenas como um avatar, cuja fonte de origem desta centelha psíquica que habita tal matéria situa-se em sua totalidade em um plano invisível, fora do alcance e da compreensão do indivíduo.


Neste sentido, ao refletirmos sobre as qualidades daquilo que alimenta a mente humana, logo, não temos como compreender o fato de caminharmos rumo a certeza da morte e mesmo assim, trabalhamos pacificamente de 8h a 12h diárias, tendo consciência de uma existência curta, cujo fim seja que, essa matéria (corpo) deve tornar-se pó novamente, 


Durante milhares de anos, muitos povos primitivos desenvolveram diversos rituais para oferecer aos animais nos quais caçavam, uma espécie de agradecimento ao fato deles pagarem com a vida e assim, permitirem que as tribos humanas pudessem se alimentar e prosseguir adiante. Joseph Campbell, professor de mitologia norte americano, disse em um de seus diversos livros sobre o tema que: “a vida se alimenta de vida”. 


A vida enquanto forma de existência e que só poderia existir ocupando um corpo, parece não ter mais sustentação, já que a própria física quântica já fala sobre esta ponte entre a ciência e o invisível: 

A física quântica pode constituir uma ponte entre a ciência e o mundo espiritual, pois, segundo ela, pode-se “reduzir” a matéria, de forma subjetiva e no domínio do abstrato, até à consciência – causa da “intelectualidade” da matéria. A consciência transforma as possibilidades da matéria em realidade, transformando as possibilidades quânticas em fatos reais. Essa consciência deve apresentar uma unidade e transcender o tempo, espaço e matéria. Não é algo material; na realidade, é a base de todos os seres.[1]

Uma vez no campo da não matéria, temos horizontes de nulidade daquilo que denominamos como algo visível e concreto, sendo assim, o espaço do vazio ou o desconhecido, torna-se a nova fronteira para a investigação da consciência humana aprisionada em um corpo com a estrutura limitada para a leitura e a compreensão do universo invisível. 


Ao supormos que a grandiosidade daquilo que chamamos centelha ou sopro de vida, presente na matéria do corpo, tem como centro mediador, algo cuja a origem se encontra no universo invisível, logo, tal fonte passa a significar o lugar onde se esculpem todas as ações no campo da matéria, até aquelas que julgamos impossíveis

Se admitirmos que somos avatares neste corpo e que a decisão sobre a forma como agimos, aquilo que pronunciamos e até o momento em que faleceram, todos estes comandos, são controlados pelas condições e necessidades do universo invisível, espaço incompreensível pela mente humana, sendo por ela, apenas denominado como eterno ou infinito


O rastreamento de certos tipos de sentimentos, entre eles, as emoções ou a depressão, ambas podem contribuir para saúde e até a doença dos órgãos do corpo. O fato de o indivíduo possuir meta elevada pode lhe favorecer a vencer obstáculos e o contrário disso, não ter motivação ou estar paralisado, facilita o avanço drástico das doenças. 


Quando se vive com a nulidade do ego, logo, favorecemos na mente a incorporação de elementos do campo “simbólico”. Estes elementos pertencem ao universo das possibilidades infinitas, espécie de totalidade responsável pela existência de tudo aquilo que pertencemos, juntamente com o universo. 


Ao defrontar se com a grandeza deste infinito de possibilidades, cujo limite da estrutura física do corpo e da mente humana, não consegue visualizar ou compreender, então, ignoramos e vetamos qualquer tentativa de navegar neste campo desconhecido das forças potencializadoras do chamado simbólico. No entanto, se insistirmos na construção de uma espécie de mapa mental simbólico, navegando por forte emoções geradas por frases, nomes, palavras, imagens, sons, entre outras grandezas, podemos sentir fragmentos advindos das forças que compõem e alimentam aquilo que conhecemos como vida. 


Se conseguirmos anular o ego, podemos escolher no cenário das infinitas possibilidades um contexto ideal para fazer o mergulho e degustar aquilo que selecionamos como o elixir máximo naquele momento. Alguns denominam esta viagem como fé, outros alegam poder de imaginação e concentração naquilo que realmente importam. 


Porém, se supormos que o fluxo de energia que anima a matéria (corpo) pertence ao campo do eterno, logo, podemos nos conotarmos como a ponta de um grande Iceberg, então, basta nos transportarmos em direção oposta para sentirmos que do outro lado, também depende do que acontece nesta pequena superfície visível, caso contrário, não estaríamos aqui. 


Estamos neste corpo (matéria) enquanto temos a possibilidade de realizarmos o projeto idealizador pelo qual nos permitiu chegar até este momento. Que missão é esta? Isto depende da infinitude de planos que existem do outro lado, pois, observando o mundo visível e suas contradições, conflitos e superações, logo, podemos supor que pertencemos a uma espécie de laboratório da evolução experimental do universo. 


Cada ação que praticamos nos coloca mais próximo daquela intenção motivadora que nos deu vida. Seria algo semelhante ao motivo que leva o fotografo ao clicar sua máquina fotográfica naquele momento que deseja capturar algo e torná-lo eterno. Esta ação de recortar o tempo para apresentar a outros indivíduos como sua maneira de ver o mundo, também se assemelha ao modo como vivemos. 


É esta maneira de viver, isto é, como alguém que seleciona tudo a todo instante, que denominamos como “a sétima maneira de viver”. Escolha somente coisas maravilhosas por onde caminhar, ignore tudo que não seja construtivo para sua plenitude, assim, poderá sentir como parte daquilo que pratica e se acreditar, após visitar muitos lugares durante sua jornada de selecionador, após se libertar deste corpo (matéria), poderá viver em seu pequeno museu ou retornar para ampliá-lo cada vez mais seu empreendimento.  


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